Medidas, que foram aplicadas pela primeira vez neste fim de semana, já apresentam resultado positivo
As novas regras de arbitragem adotadas no Campeonato Brasileiro já apresentaram impacto no primeiro fim de semana de aplicação. Nos nove primeiros jogos da 23ª rodada da Série A, o tempo médio de bola rolando aumentou cerca de 5%.
Antes da pausa para a Copa do Mundo, as partidas tinham média de 52 minutos e 54 segundos de bola em jogo. Após os confrontos deste fim de semana, o índice subiu para 55 minutos e 29 segundos.
O número já supera as médias registradas em alguns dos principais campeonatos europeus. Na Inglaterra, a bola rola por 55min23, enquanto Espanha e Itália apresentam médias de 55min08 e 54min28, respectivamente.
O tempo de bola rolando na partida do Bahia contra a Chapecoense, na Arena Condá, foi de 56 minutos e 39 segundos. Enquanto Vitória e Botafogo jogaram bola durante 52 minutos e 45 segundos.
Protocolo Vini Jr. já resulta em expulsão
Também entrou em vigor o chamado “protocolo Vini Jr.”. Jogadores que colocarem a mão na boca durante discussões poderão receber cartão vermelho.
A medida foi aplicada no confronto entre Vitória e Botafogo. Após o apito final, Arthur Cabral foi expulso por colocar a mão na boca durante uma discussão com Jair Ventura, técnico do Leão.
Felipe Freitas, técnico das Mulheres de Aço | Foto: Reprodução / EC Bahia
Mulheres de Aço receberam As Brabas na Arena Fonte Nova, no último sábado (15), em Salvador
O empate em 1 a 1 com o Corinthians, neste sábado (15), teve um significado especial para o Bahia. O resultado, combinado com a derrota do Internacional, garantiu as Mulheres de Aço nas quartas de final do Brasileirão Feminino com uma rodada de antecedência.
Após a partida, o técnico Felipe Freitas comemorou a campanha e elogiou a postura apresentada pelo elenco diante de um dos principais times da competição.
“Eu fico muito orgulhoso dessa equipe, muito orgulhoso dessas meninas. Agora é a gente descansar e tentar trabalhar forte para ir para esse jogo contra o Juventude e conquistar mais pontos”, afirmou o comandante das Mulheres de Aço.
Bahia reage após sofrer gol
Na avaliação de Felipe, o Bahia conseguiu controlar momentos importantes da partida, mesmo diante da qualidade do Corinthians. Para o treinador, a reação depois de sofrer o gol mostrou a capacidade de resistência construída pela equipe.
“Nós tivemos um bom controle de jogo, mas, novamente, o Corinthians é um time muito bom. É um time que, se vacilar, elas fazem, e fizeram. Mas a resiliência do Bahia foi essa: tomamos um gol e vamos jogar bola”, analisou.
Com 28 pontos, o Esquadrão ocupa a quinta colocação e já não pode mais deixar o grupo das oito classificadas. A equipe encerra a primeira fase contra o Juventude, no próximo sábado (22), no Estádio Alfredo Jaconi.
A campanha já é a melhor do Bahia na história do Brasileirão Feminino. Em 2025, as Mulheres de Aço terminaram a primeira fase em sétimo, com 24 pontos, e foram eliminadas pelo Corinthians nas quartas de final.
Bahia e Chapecoense travam guerra na Arena Condá | Foto: Catarina Brandão / EC Bahia
Equipes protagonizaram partida de seis gols na manhã de Campeonato Brasileiro deste domingo (16)
Em jogo de seis gols, Bahia e Chapecoense empatam, em 3 a 3, na manhã deste domingo (16), na Arena Condá, em partida válida pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols do Verdão do Oeste foram marcados por Giovanni Augusto, Marcinho e Túlio Eduardo. Para o Esquadrão, Alejo Véliz, Kauan Faria (contra) e Acevedo descontaram.
O Bahia mostrou dificuldade no momento de se defender e aceitou muitas investidas dos donos da casa. Em fase delicada na competição e diante de sua torcida, a Chape respondeu todos os ataques do tricolor baiano.
Com o empate, o Tricolor de Aço assume a 5ª posição e chega a 34 pontos, ultrapassando, por um ponto, o Cruzeiro, que ainda entra em campo nesta rodada, contra o Corinthians. A Chape continua na zona de rebaixamento, agora com 11 pontos.
O próximo compromisso do Bahia é o clássico contra o Vitória, às 16h do domingo (23), no Barradão, em partida válida pela 24ª rodada do Brasileirão.
Guerra na Arena Condá
O Bahia começou a partida pressionando forte a Chapecoense, que durante 10 minutos não conseguiu sair da zona defensiva. A pressão deu retorno, e aos 11 minutos, Pulga sofreu pênalti e Alejo Véliz converteu. O argentino bateu mal na bola, mas o goleiro Anderson aceitou e o Tricolor saiu na frente.
Em casa, a Chape subiu suas linhas para tentar responder rapidamente. A equipe de Rogério Ceni mostrou dificuldade em se defender das investidas do Verdão do Oeste e levou o empate aos 19 minutos. Pelo lado direito do ataque, o volante ex-Bahia, Yago Felipe, achou Giovanni Augusto livre de marcação em um cruzamento para o outro lado da grande área.
O camisa 10 da Chapecoense dominou e bateu de peito de pé, sem chances para Ronaldo. Depois do gol, o time baiano teve dificuldade de entrar na partida e praticamente assistiu os donos da casa trocarem passes.
No fim da primeira etapa, no lado esquerdo, Erick Pulga trocou belos passes com Acevedo e Rodrigo Nestor, que deixou o camisa 16 em condições de lançar a bola para a pequena área.
Jogando contra o patrimônio, o zagueiro Kauan Faria marcou contra. Depois do gol, o Tricolor de Aço conseguiu administrar o placar e foi para o vestiário na vantagem.
Centroavante Alejo Véliz marca seu primeiro gol com a camisa do Bahia | Foto: Catarina Brandão / EC Bahia
Trocação no segundo tempo
Não deu tempo de se ajeitar para assistir o segundo tempo e a Chapecoense empatou o jogo, com gol de Marcinho, após assistência de Giovanni Augusto, aos 2 minutos.
O atacante dominou com qualidade no meio da zaga tricolor e bateu à queima-roupa, cruzado, sem chances para o goleiro Ronaldo.
Nem o Bahia e nem a Chapecoense conseguiam coordenar a partida. No famoso “lá e cá”, o Esquadrão se viu em apuros quando Franco Rossi marcou, aos 16 minutos, e a arbitragem anulou, sinalizando posição de impedimento na origem da jogada.
O Tricolor de Aço respondeu rápido, aos 19 minutos, e dessa vez valeu.
Luciano Juba recuperou a bola no meio campo e conduziu até o campo de defesa do Verdão, abrindo a pelota na esquerda. Pulga domina e toca em direção à entrada da área, para Nico Acevedo soltar a perna direita. O goleiro Anderson não enxergou a cor da bola.
Depois do lance, não demorou muito e a Chapecoense respondeu, novamente saindo dos pés do seu maestro, o Giovanni Augusto.
Do lado esquerdo da defesa do Bahia, o camisa 10 cruzou e Túlio Eduardo subiu como um verdadeiro camisa 9, sozinho, e novamente igualou o marcador.
Sob forte calor em Santa Catarina, as equipes já não conseguiram produzir muito no fim da partida e o duelo terminou empatado.
Ficha técnica
Chapecoense 3 x 3 Bahia – 23ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Arena Condá, Chapecó (SC); Data e horário: Domingo (16), às 11h; Árbitra principal: Daiane Muniz (SP); Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Bruno Boschilia (PR); Quarto árbitro: Jefferson Ferreira de Moraes (GO); VAR: Ilbert Estevam da Silva (SP); Cartão amarelo:Chapecoense – Camilo; Bahia – Sanabria, Erick Pulga;
Chapecoense: Anderson; Kauan Faria (Everton), Eduardo Doma, Heitor e Fernando (Bruno Pacheco); Camilo, Bruno Matias (Franco Rossi), Yago Felipe e Giovanni Augusto; Kevin Ramírez (Túlio Eduardo) e Marcinho. Técnico: Rafael Lacerda.
Bahia: Ronaldo; Román Gómez (Caio Alexandre), David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba (Zé Guilherme); Acevedo, Jean Lucas (Erick) e Rodrigo Nestor (Michel Araújo); Erick Pulga, Kauê Furquim (Sanabria) e Alejo Véliz. Técnico: Rogério Ceni.